quinta-feira, 12 de novembro de 2009

O sono deixa marcas

O sono deixa marcas, e meu rosto abatido mostra o cansaço, e também tem uma pitada de dor.
Dor da saudade, dor de não entender coisas que tornaria tudo isso e aquilo mais faceis.
Meu braço direito doe, e minha mãe dizia que quando há uma dor de uma lado, ela reflete o problema do outro.
E do outro lado esta meu coração.
Tenho tonturas quando penso, em todos os sonhos que tive acordada.
Ai que confuso, ai que dor, que não se vê, que demora pra passar.
E eu nao sei como dar fim.
Fim de tudo,fim do mundo, será que o medo vence nisso?
Um gosto amargo vence na minha boca, e acho que foi causado por todas as lagrimas salgadas que engoli, e uma mistura de palavras não ditas, e o medo de dize-las errado.
E uma dose de bebida forte...pra relaxar e me dar sono.
Faz tempo que não durmo direito.
Pode ser o calor, e os pernilongos, ou a série interessante na TV.
Mas acho que essa insonia é culpa de voce.
Culpa sua que insiste na idéia de não sai da minha mente...que já não é nada normal.
Frio no verão...é o que sinto assim, longe de tudo, de muitos.

terça-feira, 3 de novembro de 2009

O que é o fim?É eu escolher, quando você decidir?

Vou roendo as minhas unhas, tirando o esmalte que ficou tão bom.
Mas é assim a ansiedade não deixa nada em pé.
Esqueço tudo em volta, e só espero.
Seu andar, seu sorriso, e os braços abertos para aquele abraço terno que poderia ser o fim.
Poderia morrer neste instante e teria o sorriso mais largo no rosto, um pouqinho, de leve, estou nos teus braços.
Calma, eu respiro fundo pra não deixar ninguém perceber aquilo que é obvio.
É não dá pra negar, amo você, desde antes e agora mais.
Pode ficar tranquilo, amo-te de um jeito que não machuca, eu admiro assim de longe.
Assim nessa distancia que você ditou, nos olhos, ou na forma de me retrair toda vez que era pra acontecer.
Bem próximo de um jeito que me deixa louca, a ponto de dizer, pedir que se aproxime e eu me declare.
E no fim voce dizer que não é nada disso, e eu com o coração na mão, e por dentro sangrando, peça -lhe um beijo.
E ai sim é meu fim, tentei não consegui, matarei esse amor.
E morrerei para o sim de outros que podem vir.
Ou talvez me faça mais forte, e não deixe todo o amor que exista em mim acabar.
O que é o fim?É eu escolher, quando você decidir?


Inajara de P.S. de Araujo